1. Ato ou efeito de trair
2. Crime de de quem, perfeitamente, entrega, denuncia ou vende alguém ou alguma coisa ao inimigo
3. Perfídia, deslealdade, aleivosia.
4. Infidelidade no amor
A muito queria escrever sobre paquitos, paquitas, academia, barriguinha trincada e “manos do psy”. Alias, criei o blog essencialmente pesando nas histórias que ouvi, vi e vivi na academia a qual me matriculei a menos de 3 meses, que me fez mudar estereótipos, ter ódio de bermuda de “surf” e um amor incrível pelo “levantamento de terra” [aquele que separa os bombados dos saudáveis]...
De qualquer forma, este texto vai ficar pra próxima vez que me der na telha de escrever algo... A inspiração sobre o tema, falta – apesar de na minha cabeça pipocarem ao menos umas 15 histórias diferentes. Inspiração é diferente de ter o que contar... Assim como amar é diferente de dar e receber carinho.
Parto da ideia, hoje, que amar é um sentimento auto-suficiente, além de claro, tremendamente egoísta. Pense: você não ama alguém por que tal pessoa é engraçada: você ama pq ela te faz rir; você não ama alguém que cozinha brilhantemente: você ama alguém que te prepara um almoço cheio de coisas que você gosta; você não ama alguém bom de cama: você ama alguém que te de prazer. Dentro disso, o sexo é o maior fator determinante pro amor - na minha singela opinião que define um relacionamento: sem sexo é amizade. Sexo é o momento de você pensar além de receber: dar prazer, de você se privar de certas coisas que gosta pensando no prazer alheio, porém sem esquecer do seu.
Não, sexo não define amor, mas o amor define o sexo. Pode-se “trepar”, “foder”, “meter” com qualquer ser vivo que tenha um orifício ou um pênis. Agora, quando se ama, é mais do que sexo, é mais do que “dar” [com toda ambigüidade envolvida nesse verbo], é dividir igualmente o prazer e a necessidade de satisfação.
A dmito, sem vergonha, que fui superficial em 90% dos meus relacionamentos. A Diana que vos escreve, não é a Didi do bar, da balada, da noitada....mas a essência, mesmo durante as divergências e “bipolarismos”, é a mesma: o não repetir figurinha da Didi, é o “não me envolver rpa não me magoar” da Diana... o “não vou dar pra ele pq não estou afim” da Didi, é o “descobri que não gosto dele” da Diana. Dormir junto pra mim é a maior intimidade que um casal pode ter, e agora não me refiro ao sexo, na verdade pode ser casal de namorados, amigos, homem com homem, mulher com mulher, gays, lésbicas, parentes... é acordar descabelada, com maquilagem borrada e cansada... precisa ser muito amigo pra agüentar isso.
Precisa, além de tudo um bom motivo pra achar que a noite poderia se repetir... basear a “diversão” como quesito primário de mensuração é válido, porém, quando você acorda, olha pro lado e vê, diante de seus olhos, um ar puro e desprotegido de alguém que lhe parecia tão incompleto. E você descobre uma covinha, uma pinta, uma nuance diferente da pela, e outra pinta, um fio de cabelo jogado no corpo.... e são tantas as coisas para descobrir, e tantos os caminho a serem percorridos, que no fim, no encontro dos olhos, só resta um suspiro e a certeza [mesmo que falsa] de que haverá uma próxima chance de descobrir novos detalhes - que de tão importantes, nos passam despercebidos.
Eu nunca ganhei flores. Maneira dramática de começar um texto, mas é... Já tive 2 namorados e alguns rolinhos longos e: nunca ganhei flores. Tá, do namoro mais longo ganhei uma rosa num momento triste [pós namoro na verdade], e durante os longos 11 meses,”só” ganhei uma flor roxa roubada de um canteiro. Não desmerecendo a flor, o canteiro e tão pouco meu namorado: nunca ganhei um buquê de flores. Não o culpo, mesmo pq nem mesmo minha mãe me deu flores, a não ser alguns vasos de violetas, girassóis etc... Ok, violetas, girassóis, canteiros... são flores! Mas o que quero dizer é que nunca ganhei um diacho de buquê de rosas. Minha reclamação é um pouco sem nexo, mesmo pq, nunca gostei de rosas! É, sempre achei rosas clichês, tipo de flor que se dá quando não sabem a flor predileta de alguém [particularmente, sempre preferi buquês de flores do campo, e esses, bom, esses minha mãe já me deu hahaha]. Rosas são caras, sem graça, com um cheiro esquisito e se não compradas no lugar certo, murcham em um dia: o que me faz sentir pena delas, que podiam estar num belo jardim crescendo freneticamente, mas não, estão lá na num vaso qualquer, murchando e deixando suas pétalas numa mesa qualquer...
O drama de hoje nada mais foi que um surto de carência reprimida de um coração de gelo que nunca ganhou, um maldito buquê de flores e foi subitamente recebida belo bom e velho marketing. Saí da academia as 16hs em ponto, desci pro supermercado para comprar coca-cola e logo que entro, me deparei com dezenas, centenas de buquês no centro do salão do mercado. Rosas, milhares delas, meus olhos de criança brilharam com as cores [separadas cuidadosamente em “degradê” e tons] aquela menina que nunca gostou de rosas, fitou um belo arranjo de rosas rosa. Bem a mais clichê de todas. Peguei a coca e o leite. Tive que passar por elas novamente, dei um passo em direção ao caixa, lancei um suspiro e voltei, me abaixei e selecionei o “clichê” mais bonito. 15 flores por R$8,90.
Chego em casa e minha mãe, na sua santa ingenuidade lança “nossa, ganhou de quem?”, dei uma risada, afinal, estava voltando da academia né. Expliquei que só queria a casa colorida. Segui para a cozinha, limpei as pétalas e abri uma a uma cuidadosamente [um velho truque de floriculturas que minha mãe havia me contado quando eu era pequena], desabrocharam entre meus dedos. E eu, curiosamente, sorria.
Não tenho vasos, para que teria, se não tenho flores? Improvisei com garrafinhas de vodca ice que coleciono [a coleção que espere, minhas “rosas rosas” são mais importantes], tirei os rótulos, limpei as garrafas, e busquei pela casa, fitas bem coloridas para adornar. Cada garrafinha ganhou 3 rosas, dei outras 3 pra minha mãe [ela sim tem um vaso] e em uma, ficou com 4, esta ficará no meu quarto, ao lado da cama, as outras, espalhei pela casa.
Agora sim, já ganhei flores, de mim, mas ganhei. E se alguém me falar que isso é ridículo, é por que nunca se deu um presente importe. Por quê mais do que ser importante para outra pessoa, precisamos nos sentir importantes, mesmo que seja com o maior clichê.
Oi Moça,Achei seu Vox Casualmente, e devo dizer que Adorei esse Textinho!Princiapalmente essa Parte: Por quê mais do que ser... read more
on Clichês dessa vida...